Televisão Divina

Televisão Divina

Contudo, vemos Jesus... coroado ‘de glória e honra’” (Hebreus 2.9 – NVT).

 

Ainda estamos lembrados? A época do Natal – comércio muito animado. Cordas luminosas enfeitam as ruas tristonhas e, de uma hora para a outra, espalham o clima natalino pela cidade e pelo país.

No entanto, seja sincero: nada perde tão rapidamente o seu valor e atenção como os enfeites de Natal. Mal passaram os feriados, até mesmo a joia mais sofisticada torna-se um mero objeto empoeirado. E então? Finanças saqueadas, o humor alterado, os corações vazios. Do “feliz Natal!” restou apenas pouca coisa.

Constantemente fico muito triste em observar que o Diabo consegue ofuscar os olhos das pessoas para que, de maneira nenhuma, Jesus Cristo, que é o verdadeiro presente de Deus, alcance o coração delas. Elas são soterradas com milhares de coisas irrelevantes. Não, não é Natal sem o peru da ceia, saladas e pratos artisticamente elaborados, drinques sofisticados e guloseimas. Após esse estresse festivo, muitos estão realmente até os joelhos com embalagens rasgadas de presentes natalinos. Ouvidos zunindo, olhos brilhantes – e com gratidão fingida. Na verdade, temos de tudo que queremos.

Seguem os costumeiros discursos no rádio ou na TV! Tão insignificantes, vazios e ocos! Sermões barrocos especialmente preparados que não levam coração algum a se encantar. No entanto, o que Deus na verdade fez foi abrir o céu e nos enviar o seu Salvador. E já que o calendário eclesiástico organizou isso dessa maneira, o Natal é comemorado uma vez ao ano, na data determinada. Depois se aguarda a festa de Ano Novo, depois o Carnaval, depois a Páscoa. Planeja-se a folga para o feriado do Pentecostes. De passagem, ainda se registra o feriado da Ascenção, o qual, na Europa, hoje é chamado de Dia dos Pais. Em seguida, se planeja as tão esperadas férias! Novamente se organiza as fotos da viagem do ano anterior. Com algum saudosismo, se constata: ah, como foi bom! Subitamente, no dormitório desse mundo, soa retumbante o tambor do apóstolo Paulo que deveria nos arrancar do mundo dos sonhos. Como um alpinista que alcançou o pico mais elevado da geleira, ele agita a bandeira da vitória e, bradando sobre o escuro vale dos sofrimentos, diz: “Contudo, vemos Jesus...”.

E o que você vê? Apenas decepções, dor, fracasso, esforços inúteis? Para onde você dirige o olhar? O que você carrega em seu coração? O que faz soar as cordas da sua alma? Por que você executa canções melancólicas em seu trompete enquanto as fanfarras alegres do céu tocam a pleno volume: “Contudo, vemos Jesus... coroado ‘de glória e honra’”?

Deus abriu o céu e nos enviou o seu Salvador.

Não, o nosso Salvador não está mais num berço de palhas. Ele não continua sendo o bebê indefeso da manjedoura. Ele não está mais sangrando, pendurado na cruz. Ele ressuscitou e está sentado à direita de Deus e aguarda até que seus inimigos estejam colocados como estrado sob seus pés.

Ele não é mais o Filho de Deus que foi cuspido, não mais o desprezado e crucificado no madeiro da maldição. Nosso olhar vai além da dimensão terrena e vê a realidade de Deus: “Contudo, vemos Jesus... coroado ‘de glória e honra’”!

Enquanto todos ficam olhando para o pavor final do mundo como se fossem coelhos hipnotizados, nós dirigimos o olhar ao nosso Senhor. Somente assim seremos envolvidos pela glória do Cristo ressurreto. Somente então nosso coração será cativado por seu amor. Somente então sentiremos sua presença, sua maravilhosa salvação e atuação. Não permita que a vitória de um filho de Deus seja arrancada de suas mãos pelo inimigo!

Por que você se esconde, como se fosse um coelho amedrontado, na toca da sua incapacidade? Por que você fica constantemente remoendo o seu passado, que você não consegue alterar de qualquer maneira? Por que o peso dos problemas se torna tão forte que consegue abafar toda alegria em você? Por que você se preocupa com aquilo que poderia acontecer ao invés de se ocupar com aquilo que de fato existe?

Por isso, agarre firmemente essa afirmação, como se fosse um valioso tesouro. Para muitos filhos de Deus, a imundície de milhares de pequenas preocupações sujou o seu para-brisa de tal maneira que não conseguem enxergar o Senhor Jesus claramente. Assim, fique atento ao seu limpador de para-brisa interno! No poço de Deus há uma imensa quantidade da água da graça.

Assim, peça que o Senhor Jesus novamente conceda a você a visão da fé! Não olhe para as ondas das circunstâncias, mas para o seu maravilhoso Salvador! Não permita ser regido pelo compasso dos seus medos!

Somente se você olhar para a face do seu Salvador a sua alma poderá alcançar tranquilidade e paz.

Somente se você olhar para a face do seu Salvador a sua alma poderá alcançar tranquilidade e paz. Assim, traga a sua alma assustada para a calma. Tome-a pela mão e lhe apresente a glória de seu Redentor. Fale a ela sobre a realidade divina. A seguir, lembre-a da oração do Senhor Jesus: “Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste” (João 17.24). Dessa maneira, os dias da sua vida se tornarão uma experiência totalmente nova.

Somente poderemos assistir à televisão divina se tivermos ligado no canal correto. — Manfred Paul

 
"...A fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo."

"...A fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo."

Quando falamos que devemos ser algo para louvor da glória do Senhor, pisamos num terreno muito descuidado na Igreja de Jesus. Pensando nesse sentido, vêm ao nosso encontro as palavras que o Senhor disse no fim da Sua jornada aqui na terra: "Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos." Deus, o Senhor, nos predestinou em Jesus Cristo a sermos algo para louvor da Sua glória. Por intermédio do profeta Isaías, Ele o expressa a cada um de nós pessoalmente: "Serás uma coroa de glória na mão do Senhor..." Se de fato estamos mortos com Cristo, temos condições de penetrar na ilimitada profundidade e amplitude da excelsa pessoa do Deus eterno. Nessa posição, somos deslocados para as esferas eternas do júbilo, e esse louvor e essa graça nos salva de qualquer depressão e desgosto, fortalece nossos joelhos vacilantes e dá ao Senhor a oportunidade de colocar nossos pés sobre a Rocha, que não treme nem oscila. Assim servimos para o louvor da Sua glória, pois o louvor e a gratidão são a mais alta expressão da fé.

Deus, onde estás?

Deus, onde estás?

Pergunta: “Procuro respostas para perguntas importantes. Recebi uma correspondência de conhecidos que dizia: ‘Senhor, Senhor, onde estás? Será que ainda continuas atento aos acontecimentos no mundo? Por que permites a existência de tantas religiões, se és único? Os homens querem um sinal! Por favor, dá-o a eles’.”

Resposta: Perguntas como essas já foram levantadas pelos filhos de Corá (veja o Salmo 44). Elas indicam um coração que busca, que tem dúvidas e que – esperamos – procura a verdade. Se essa busca for sincera, Deus responderá, conforme Jesus prometeu (veja Mt 7.7-8). Isso não significa que todas as perguntas serão respondidas imediatamente, o que só é prometido para quando estivermos com Jesus na glória (veja Jo 16.23). Hoje ainda vivemos numa época em que acontecem coisas incompreensíveis, que nunca teríamos imaginado. No final das contas, trata-se das conseqüências trágicas do fato de que a maioria da humanidade afastou-se de Deus e dos Seus mandamentos.

Apesar disso, nosso coração cheio de dúvidas pode aquietar-se já agora se nos firmarmos nAquele em quem confiaram os filhos de Corá e muitos outros. Por favor, leia o Salmo 46. Aliás, quando surgem perguntas semelhantes, é aconselhável ler os Salmos. Muitas vezes os autores dos Salmos decidiram assumir uma posição de fé: “Senhor, mesmo que eu não compreenda muitas coisas, mesmo quando não entendo a Ti, vou me firmar em Ti e confiar em Ti.” A fé não é uma questão intelectual, mas do coração.

É verdade que atualmente muitos querem sinais. O mesmo ocorria na época de Jesus. A respeito, o Senhor Jesus deu uma resposta muito séria aos fariseus e saduceus, quando vieram tentá-lO e Lhe pediram um sinal do céu: “...Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se” (Mt 16.2-4).

Em resumo: você não pode responder certas perguntas de seus conhecidos, mas pode animá-los a tomar uma decisão concreta: crer e confiar no Deus onipotente e em Sua Palavra! Desejamos-lhe muita graça para isso! (Elsbeth Vetsch)

Comunhão: nos Fortaleçe Contra a Apostasia

Comunhão: nos Fortaleçe Contra a Apostasia

Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Eclesiastes 4.9-12).

Admoestar contra a apostasia em nossos dias parece ser semelhante a alertar os cristãos sobre a potencial vinda de um dilúvio quando eles já estão com a água da inundação até os joelhos. Infelizmente, para muitos, nem mesmo objetos flutuantes (isto é, as óbvias corrupções cometidas contra as Escrituras) parecem chamar a atenção. Não obstante, continuamos tendo esperança e orando para que a mensagem alcance aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir o que a Palavra de Deus prevê claramente. Para aqueles que admitem as coisas que estão acontecendo como a Bíblia descreve, pode ser uma experiência aflitiva e ao mesmo tempo trazer contentamento. A parte triste é o reconhecimento das consequências devastadoras e destrutivas da apostasia que está acontecendo no mundo, na igreja, entre nossos amigos e pessoas que amamos e que têm sucumbido aos crescentes enganos e seduções. Por outro lado, podemos nos regozijar de que a Bíblia esteja confirmando sua natureza profética miraculosa, pois ela é, de fato, a Palavra de Deus! Além disso, o fato de que tais eventos, há muito tempo previstos, estão acontecendo indica que nossa bendita esperança, o retorno do nosso maravilhoso Salvador para Seus santos, está se aproximando, embora nenhum homem saiba o dia e a hora.

Nesse ínterim, como devemos tratar com esses tempos difíceis que se opõem agressivamente às instruções da Bíblia para vivermos nossa vida de maneira que seja agradável a Deus? A resposta simples é: Aprenda o que a Bíblia ensina e depois faça o que ela diz, em espírito e em verdade. Tal entendimento e ação na vida de um crente são possíveis somente através do Espírito Santo que habita em todo cristão nascido de novo. Raramente, entretanto, o Espírito de Deus opera em um vácuo, o que significa que o crente deve encher seu coração e sua mente com os ensinamentos das Escrituras para que o Espírito Santo possa dar-lhe entendimento e ajudá-lo a aplicar a sabedoria que Deus nos proporciona em Sua Palavra.

Um ensinamento que é uma questão de crescente preocupação é a comunhão (ou a falta dela) entre os crentes. Uma solicitação que é frequentemente feita pelos nossos leitores é que os ajudemos a encontrar uma igreja que verdadeiramente creia na Bíblia. Para participar de uma comunhão e de um ensinamento assim, alguns estão dispostos (como muitos já o fazem) a dirigir horas para serem alimentados com a Palavra de Deus. Nossa resposta é que não podemos recomendar nenhuma igreja. Isto não é porque não haja igrejas sólidas nas proximidades; é porque temos visto tantas igrejas aderirem a ensinamentos questionáveis e a programas não-bíblicos, aparentemente da noite para o dia. Nosso conselho para aqueles que estão buscando seriamente uma igreja é ligar para o pastor ou para um presbítero da igreja e fazer-lhe perguntas sobre a visão que aquela comunidade tem a respeito da Palavra de Deus, ou seja, com que seriedade a comunidade considera a Bíblia. Uma declaração de fé, embora pareça biblicamente sadia, raramente é um indicador verdadeiro do discernimento bíblico e da prática bíblica dentro de uma igreja. Novamente, as perguntas devem ser feitas e as respostas aceitáveis devem ser analisadas através da participação pessoal naquela igreja para que se veja se, de fato, ela vive à altura do que foi afirmado.

Geralmente, os motivos pelos quais os cristãos deixam uma comunidade e se mudam para outra têm mais a ver com uma “atitude de consumidor” do que com um desejo de ouvir a Palavra de Deus e servir aos irmãos e irmãs em Cristo. Uma mentalidade de “alimentem-me” geralmente transcende a edificação espiritual e prioriza coisas como preferência por um tipo de música de louvor, o tempo de duração de um sermão ou um culto, o carisma do pastor, a disponibilidade de programas populares, a falta de lugar nos bancos para se colocarem os copinhos depois da ceia, etc. Embora este pensamento possa penetrar até nas mentes dos crentes mais comprometidos, são as igrejas que tentam ser simpáticas, que são voltadas para o mercado, que têm sido as primeiras em transigir a doutrina bíblica. A abordagem que é “sensível àqueles que estão buscando” pode fazer aumentar o número de pessoas nas igrejas (usualmente vindos de outras igrejas, que não oferecem algumas facilidades já mencionadas acima), mas também tem criado refugiados que estão procurando por integridade doutrinária. A má notícia/boa notícia é que ambas vão aumentar nos dias que estão por vir.

A transigência das verdades bíblicas, a má notícia, está em alta. Isto impelirá os verdadeiros crentes a encontrarem comunhão com cristãos que estão resistindo de acordo com as Escrituras (1Coríntios 16.13). A boa notícia é definitivamente boa, mas não é desprovida de problemas. Como já observamos, pode ser bem difícil encontrar uma igreja biblicamente sólida. Algumas pessoas simplesmente param de procurar e desistem de participar de uma igreja. Começam a buscar “comunhão” em ministérios que se comunicam via mídia, e, embora o ensinamento possa ser edificante, não satisfaz o mandado da Escritura relativo à comunhão (Hebreus 10.24-25). Tal abordagem pode promover uma mentalidade focada no eu e raramente obedece à admoestação bíblica de que cada um deve servir os outros (Gálatas 5.13). Sobretudo, o que pode ser a consequência mais danosa espiritualmente por se desconsiderar a comunhão é que o crente se arrisca a se tornar um cristão “soldado solitário”. Essa pessoa é um alvo fácil para aquele que “anda em derredor, como leão que ruge buscando a quem possa devorar” (1 Pedro 5.8).

Os cristãos que não têm comunhão, independentemente dos motivos ou da justificativa, trazem sobre si mais do que alguns problemas potenciais. Para começar, como afirmam os versículos acima, do livro de Eclesiastes, eles se colocaram em uma posição vulnerável: “Melhor é serem dois do que um (...) Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante”. Um crente que não tem ninguém que o apoie espiritualmente se encontrará em dificuldade mais cedo ou mais tarde. Quando qualquer um de nós se abate espiritualmente, precisamos de um amigo crente para nos ajudar a nos levantarmos mental, emocional e, o mais importante, espiritualmente.

Quanto àqueles que afirmam: “O Senhor é tudo o que precisamos”, com muita frequência, o próximo pensamento deles está em desalinho com a Palavra de Deus. Jesus disse em Lucas 6.46: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”. Certamente que precisamos de Jesus em primeiro lugar, mas Ele nos deu instruções que devemos seguir, e elas incluem envolver outros cristãos em nossa vida. A Palavra de Deus nos diz que “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hebreus 10.25). Isto não é meramente uma sugestão! Mesmo que não soubessem os motivos para esse mandado do nosso Senhor, a ordem ainda deveria ser obedecida, e inúmeras razões são apresentadas em toda a Escritura. Dentre elas encontram-se a prestação de contas, o estímulo, o orar pelos outros, o receber oração dos outros, a edificação mútua através da Palavra, da correção, do apoio pessoal e do fortalecimento na fé, mostrando solidariedade e compaixão, ajudando os outros a usarem o discernimento, crescendo em amor uns pelos outros e mantendo a firmeza bíblica.

Falando de maneira prática, evitar ou desdenhar a comunhão elimina nossa habilidade de cumprirmos com as importantes exortações para os crentes servirem uns aos outros. A afirmativa de qualquer pessoa de que ela “segue a Jesus” é vazia se tal pessoa evitar o exemplo de nosso Salvador “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20.28). Devemos levar “as cargas uns dos outros e assim cumprir a lei de Cristo” (Gálatas 6.2). As epístolas de Paulo aos coríntios estão repletas de exemplos de crentes ministrando uns aos outros, aceitando uns aos outros, edificando-se uns aos outros, corrigindo uns aos outros, satisfazendo as necessidades dos outros santos, e assim por diante. Com muita frequência, deixamos de perceber que nos escritos de Paulo às igrejas ele nos dá um maravilhoso exemplo de como devemos ministrar uns aos outros. Isso deveria ser evidente para nós quando lemos: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Filipenses 3.17). O compromisso e o amor dele por seus companheiros crentes em todos os seus escritos inspirados por Deus são tanto extraordinários quanto convincentes.

Texto de: T.A. McMahon

Fonte: Chamada

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